{"id":409,"date":"2024-12-03T10:51:56","date_gmt":"2024-12-03T10:51:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ange.org.br\/?p=409"},"modified":"2024-12-03T10:51:56","modified_gmt":"2024-12-03T10:51:56","slug":"impactos-da-jornada-reduzida-um-olhar-feminista-sobre-o-trabalho-e-uso-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/2024\/12\/03\/impactos-da-jornada-reduzida-um-olhar-feminista-sobre-o-trabalho-e-uso-do-tempo\/","title":{"rendered":"Impactos da jornada reduzida: um olhar feminista sobre o trabalho e uso do tempo"},"content":{"rendered":"\n<p>A nota da Rede Brasileira de Economia Feminista (REBEF) discute os impactos da jornada reduzida sob uma perspectiva feminista, analisando a rela\u00e7\u00e3o entre trabalho remunerado, trabalho reprodutivo e uso do tempo. O documento destaca a hist\u00f3rica luta da classe trabalhadora pela redu\u00e7\u00e3o da jornada como forma de ampliar o tempo livre e melhorar a qualidade de vida, especialmente das mulheres, que enfrentam uma dupla jornada devido ao trabalho dom\u00e9stico e de cuidados n\u00e3o remunerado.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, no Brasil, cerca de 74% das pessoas empregadas cumprem jornadas acima de 40 horas semanais. Entre as mulheres, o trabalho n\u00e3o remunerado adiciona em m\u00e9dia 21 horas semanais \u00e0s suas jornadas, impactando de forma significativa sua sa\u00fade e qualidade de vida. A escala 6&#215;1, comum em ocupa\u00e7\u00f5es onde predominam mulheres, refor\u00e7a essas desigualdades, dificultando a concilia\u00e7\u00e3o entre vida profissional e pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto ressalta que a redu\u00e7\u00e3o da jornada pode gerar benef\u00edcios econ\u00f4micos e sociais, como maior gera\u00e7\u00e3o de empregos, inclus\u00e3o de mulheres no mercado formal, redu\u00e7\u00e3o do desemprego e melhora da sustentabilidade previdenci\u00e1ria. Al\u00e9m disso, argumenta que jornadas mais curtas podem estimular a maior participa\u00e7\u00e3o masculina nas tarefas dom\u00e9sticas e de cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p>A REBEF enfatiza que essa discuss\u00e3o deve ir al\u00e9m do trabalho remunerado, considerando a redistribui\u00e7\u00e3o do tempo livre de forma equitativa entre os g\u00eaneros. A redu\u00e7\u00e3o da jornada \u00e9 vista como um instrumento pol\u00edtico para enfrentar problemas estruturais de emprego, pobreza e desigualdade, sendo essencial para a dignidade e a qualidade de vida da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link has-white-color has-vivid-purple-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.cesit.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Nota-Jornada-6x1-REBEF.pdf\"><strong>Documento completo<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nota da REBEF aborda os impactos da jornada reduzida, destacando sua import\u00e2ncia para melhorar a qualidade de vida, especialmente de mulheres sobrecarregadas com trabalho remunerado e n\u00e3o remunerado. A redu\u00e7\u00e3o pode gerar empregos, equidade de g\u00eanero e sustentabilidade previdenci\u00e1ria. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":39641,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia-feminista"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=409"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ange.org.br\/ange\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}