O grupo de trabalho

O GEPol-Racial é um grupo criado em 2024 para pesquisar e debater como as relações raciais estruturam e são estruturadas pela economia política. Atua de forma crítica, interdisciplinar e interseccional, com seis eixos temáticos, promovendo reuniões, publicações e parcerias, como a colaboração com a ANGE.

O Grupo de Trabalho Economia Política das Relações Raciais (GEPol-Racial) é um espaço dedicado à reflexão, pesquisa e ação sobre a relação entre economia e raça, vinculado à Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP)

Criado em 2024 com o nome “GT Economia Política do Racismo”, o grupo surgiu da necessidade de consolidar um espaço formal para o desenvolvimento de estudos e discussões sobre como as relações raciais estruturam e são estruturadas pela economia política. Em dezembro de 2024, após um processo coletivo de reflexão e votação entre os membros, o GT passou a se chamar “Economia Política das Relações Raciais”, um nome que expressa de maneira mais ampla e integradora seu escopo de atuação.

Desde sua fundação, o GT tem se voltado para a produção acadêmica e a difusão do conhecimento, promovendo atividades que ampliam o debate sobre desigualdades raciais e suas interações com o capitalismo.

A Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP), fundada em 1996, busca garantir um espaço ampliado de discussão para todas as correntes teóricas e áreas que compreendem a economia como uma ciência essencialmente social. A SEP articula suas atividades acadêmicas e políticas com base na crítica ao mainstream da economia, promovendo um ambiente de pluralismo teórico e metodológico. O GT “Economia Política das Relações Raciais” se insere nessa perspectiva, considerando as relações raciais como elemento central para a compreensão da estrutura e da dinâmica do capitalismo.

O GT busca abrigar estudos, discussões, produções e outras atividades que tratem das relações entre economia e estudos raciais a partir de uma perspectiva crítica da economia política. A abordagem adotada é transversal, interseccional e multidisciplinar, combinando teoria econômica, história, análise de políticas públicas e de dados para compreender as causas e efeitos da discriminação racial em diferentes âmbitos econômicos. As discussões abrangem temas como a lógica, dinâmica e estrutura capitalista; o imperialismo e suas articulações com as desigualdades raciais; a formação econômica do Brasil e a persistência do racismo estrutural em sua trajetória; o mercado de trabalho e as condições de inserção da população negra; e a distribuição de renda e riqueza, considerando os impactos históricos e contemporâneos das hierarquias raciais. Dessa forma, o GT contribui para o avanço dos estudos raciais nas Ciências Econômicas e para a formulação de reflexões críticas sobre as desigualdades estruturais.

O grupo está organizado em seis eixos temáticos, que orientam suas pesquisas e atividades: Economia Política; História e Formação Econômica do Brasil; Mercado de Trabalho; Interseccionalidade Gênero e Raça; Ensino de Economia; e Desenvolvimento, Orçamento e Políticas Públicas.

O GT realiza reuniões mensais, estruturadas em dois momentos principais. O primeiro momento é dedicado à apresentação, comentário e debate de textos escritos pelos próprios membros do GT, por convidados ou textos de referência para o nosso debate, estimulando a troca de conhecimento e a construção coletiva de reflexões críticas sobre as relações raciais na economia. O segundo momento é voltado para tratativas sobre a dinâmica e as atividades do GT, incluindo informes sobre eventos, projetos, publicações e demais articulações do grupo. Além dessas reuniões gerais, os eixos temáticos também promovem encontros específicos ao longo do mês, aprofundando suas discussões e organizando iniciativas próprias.

A colaboração com a Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Economia (ANGE) é um dos projetos centrais do GT. Criada no contexto do debate nacional sobre a reforma curricular dos cursos de economia, a ANGE tem, desde 1985, buscado fortalecer um ensino pluralista, que contemple diferentes abordagens teóricas e metodológicas. A presença do GT na ANGE reforça o compromisso com um ensino de economia que contemple de maneira rigorosa a diversidade de leituras e interpretações teóricas, metodológicas e analíticas do saber econômico. A parceria também abre caminhos para fortalecer redes acadêmicas e ampliar a circulação de ideias, promovendo um intercâmbio contínuo entre pesquisadoras e pesquisadores que trabalham com a economia política das relações raciais.

O GT segue expandindo suas atividades, consolidando-se como um espaço de produção acadêmica e intervenção política no campo da economia das relações raciais.